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O Mercado Livre de Energia, como o nome sugere, é um ambiente de negociação em que os consumidores são livres para escolher o preço, o fornecedor e a quantidade de energia que desejam comprar. Parece simples, não é? 

Mas por que para o Brasil parece não ser? Neste texto, vamos te ajudar a entender como o Mercado Livre de Energia funciona na prática e responder às principais dúvidas sobre o assunto.

O Mercado Livre de Energia no Brasil

Hoje, a contratação de energia no país é feita de duas formas: Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e Ambiente de Contratação Livre (ACL). 

O primeiro é o que estamos familiarizados, em que nossa energia é negociada por leilões e o preço é repassado todo mês, com alguns reajustes e revisões nas tarifas anualmente. O preço também é influenciado pelo sistema de bandeiras tarifárias, ou seja, está suscetível a diversos aumentos.

Já no Ambiente de Contratação Livre, podemos negociar livremente o preço, o fornecedor e até a fonte dessa energia. 

No Brasil, a maior parte da energia comercializada está no ACR, em torno de 70%. Nessa modalidade, a tarifa é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No ACL, há livre concorrência na geração e comercialização de energia. 

Normalmente, a energia no mercado livre é mais barata. Apesar disso, somente clientes de alta tensão e com algumas especificidades podem aderir ao mercado livre de energia. 

Contudo, há uma discussão para mudança desse cenário. O Projeto de Lei 232/2016 pretende abrir o Mercado Livre de Energia e estimular a concorrência no setor. 

Apesar de ser um assunto novo em pauta no legislativo brasileiro, no mundo esse cenário já foi ultrapassado. O primeiro país a abrir totalmente o mercado de energia foi a Nova Zelândia, em 1994, ou seja, há mais de 25 anos. 

A liberdade de escolha no setor elétrico brasileiro é menor que de outros 54 países. A gente falou sobre esse assunto em um texto super legal no Nexo Jornal. Para conferir, é só clicar aqui: Quando o Brasil vai permitir a portabilidade da conta de luz. 

Quem pode comprar energia livre hoje? 

Como já dizemos anteriormente, somente alguns consumidores podem comprar energia livremente no Brasil. Pela regra, consumidores com Demanda Contratada maior que 5oo kW podem aderir ao Mercado Livre de Energia. Isso vale para uma única unidade consumidora ou para várias somadas. Caso uma empresa tenha várias filiais, pode reunir todas as cargas e também comprar energia livremente.

Aqui na Clarke também oferecemos uma solução para as empresas que não chegam a 500 kW de demanda. Caso a sua conta de luz seja de Grupo A e acima de R$1o mil, você já consegue economizar com o Mercado Livre de Energia. Faça teste gratuito no nosso simulador (clique aqui).

Vou ficar livre da minha distribuidora?

A resposta imediata é não. Não vai ficar livre da distribuidora da sua cidade, seja ela a ENEL, a Light, a Coelba, ou qualquer outra. Apesar disso, você vai comprar uma energia mais barata do que os outros consumidores. Mas, por quê?

Antes de entender isso, você precisa saber que o sistema elétrico brasileiro está dividido em quatro macro etapas: geração, transmissão, distribuição e consumo. 

Ao redor do mundo se popularizou que as duas etapas intermediárias (transmissão e distribuição) sejam de monopólio natural. Isso significa que o Estado faz uma concessão pública e as empresas concorrem para operar na transmissão e distribuição em um período de tempo (10, 20 anos) com o objetivo de obter lucro (pequeno, mas seguro) em um longo prazo. 

A justificativa para esse monopólio é evitar que as nossas cidades se tornem uma bagunça com mais postes na rua levando energia para sua casa ou pra sua empresa.

A oportunidade de gerar competitividade está no livre comércio de geração de energia. É como se pudéssemos escolher de quem comprar, mas não de quem vai entregar na nossa casa.  

Sendo assim, quando você entra no Mercado Livre de Energia, você paga uma parcela para a distribuidora, pelo trabalho de levar a energia até você, e paga à comercializadora que negociou a energia para a sua empresa.

Embora você vá pagar mais boletos (distribuidora, comercializadora, encargos e etc.), fique tranquilo! Você sempre paga menos e economiza muito comprando energia livremente.

Como a energia que eu consumo é medida no Mercado Livre de Energia? 

Como explicamos anteriormente, a distribuidora vai continuar prestando serviço para você no que diz respeito a transmissão e distribuição. Por isso, ela continua sendo a sua responsável por essa medição.

Quando a migração do mercado regulado para o livre acontecer, ela vai verificar se existe todas as condições para que a medição seja feita. Os equipamentos enviam as informações para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que apura a energia gerada e a energia consumida, em medições diárias.

A principal diferença dessa medição é que ela acontece o tempo todo. E você pode conferir o quanto está consumindo diariamente, a qualquer momento do mês.

Como a energia é comprada nessa modalidade?

Quando uma empresa decide entrar para o Mercado Livre de Energia, ela tem alguns caminhos para conseguir comprar essa energia. Na Clarke, fazemos a ponte entre a sua empresa e as comercializadoras de energia. Buscamos as melhores condições e os melhores contratos para a empresa.

Geralmente, seguimos esse passo a passo:

  • Análise do perfil de risco do cliente: há diversas possibilidades de proposta e contratos. Quanto maior o risco, maior a economia. Apesar disso, também é possível encontrar uma economia significativa com contratos mais conservadores e sem tanto risco.
  • Análise do histórico de consumo: avaliamos o uso da demanda contratada ao longo dos últimos meses, o consumo no horário ponta (no início da noite, quando a energia é mais cara) e o desvio padrão do histórico de consumo.
  • Escolha da melhor fonte de energia e da melhor proposta: diante do perfil do cliente, vamos encontrar as melhores fontes de energia e as melhores propostas das comercializadoras.
  • Análise de crédito: após o aceite da proposta, a comercializadora começa os tramites para formalizar o contrato. A capacidade da empresa de firmar o contrato é baseada no CNPJ e nos demonstrativos financeiros da empresa.
  • Formalização de contrato: caso todas as condições acima estiverem certas, o contrato é formalizado e começa a migração para o Mercado Livre de Energia.

Essa migração do mercado regulado para o livre pode gerar economia? 

Claro! Pensa assim, em geral, tudo que tem competição tem preços mais baixos. Desde que o mercado livre de energia começou no Brasil a economia média foi maior que 20%. 

Naturalmente, toda economia vem junto de uma gestão mais complexa. No Mercado Livre de Energia sua empresa terá que saber como comprar contratos de energia, qual o tamanho do pacote de energia que você precisa, qual a modulação mensal, qual a patamarização horária dentro do dia e outros detalhes importantes. 

Além disso, a relação comercial muda de pós-pago para pré-papo, o que impõe às empresas uma liquidez financeira maior para gerenciar energia.

Na Clarke, ajudamos a levar empresas com contas acima de R$ 10 mil por mês para o mercado livre, caso queira saber mais sobre como comprar energia livre entra em contato com a gente, clicando aqui

Um abraço 💙