Mais de 62 milhões de unidades consumidoras de 13 estados brasileiros já tiveram alteração na conta de luz neste ano. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou que algumas das principais distribuidoras realizem os processos de revisões e reajustes de 2023.

Juntas, 16 das 105 empresas do setor que operam no país representam mais de 69% das quase 90 milhões de unidades consumidoras existentes. Até dezembro, outras grandes distribuidoras, como EDP (SP), CPFL Piratininga, Equatorial (MA e PI) e Elektro (SP e MS), ainda passarão por suas revisões e reajustes de 2023.

Ainda em 2022, a Aneel informou o grupo de Minas e Energia do então governo de transição de que a tarifa de energia elétrica deveria subir, em média 5,6%, ao longo de 2023. A estimativa da agência se divide de acordo com o tamanho da variação:

  • 7 distribuidoras devem ter variação superior a 10% (efeito de aumento)
  • 15 distribuidoras devem ter variação entre 5% e 10% (efeito de aumento)
  • 17 distribuidoras devem ter variação entre 0% e 5% (efeito de aumento/estabilidade)
  • 13 distribuidoras devem ter variação inferior a 0% (efeito de redução)

Até o momento, as revisões e reajustes de 2023 variaram entre redução de 2,24% e aumento de 13,27% de efeito médio para os consumidores das principais distribuidoras.

Os reajustes tarifários repassam custos não gerenciáveis do setor elétrico (como variações da energia comprada e dos encargos), além de atualizar os custos gerenciáveis das distribuidoras (pessoal, material, serviços, entre outros). Eles são diferentes das revisões tarifárias periódicas (RTPs), que são feitas, em média, a cada 4 anos, para corrigir a parcela de remuneração das distribuidoras pelos serviços prestados. Na prática, porém, eles não têm diferença em relação à forma como impactam os consumidores.

Outro fator que pode pesar no bolso são as bandeiras tarifárias. O sistema é reponsável por determinar a cobrança adicional na conta de luz a cada 100 kWh de energia consumida. Porém, desde o meio de abril de 2022, está em vigor a Bandeira Verde, que significa que não há custo adicional na fatura.

Neste texto, você poderá entenderá como as principais revisões e reajustes de 2023 impactaram a conta de luz dos brasileiros. Leia até o final e entenda também como ocorre a variação da tarifa de energia no Mercado Livre. Boa leitura!

Reajuste da Light em 2023

O reajuste tarifário da Light em 2023 entrou em vigor no dia 15 de março e impactou cerca de 4,7 milhões de unidades consumidoras do estado do Rio de Janeiro. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 7,40%
  • Baixa tensão em média: 7,47%
  • Alta tensão em média: 6,03%
  • Efeito médio para o consumidor: 7,00 %

Revisão da Enel RJ em 2023

A revisão tarifária da Enel RJ em 2023 entrou em vigor no dia 15 de março e impactou cerca de 2,7 milhões de unidades consumidoras do estado do Rio de Janeiro. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 6,01 %
  • Baixa tensão em média: 6,18 %
  • Alta tensão em média: – 4,91%
  • Efeito médio para o consumidor: 3,28%

Revisão da CPFL Paulista em 2023

A revisão tarifária da CPFL Paulista em 2023 entrou em vigor no dia 8 de abril e impactou cerca de 4,8 milhões de unidades consumidoras do estado de São Paulo. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 4,28%
  • Baixa tensão em média: 4,60%
  • Alta tensão em média: 5,44%
  • Efeito médio para o consumidor: 4,89%

Revisão da Enel Ceará em 2023

A revisão tarifária da Enel Ceará em 2023 entrou em vigor no dia 22 de abril e impactou cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras do estado. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 4,60%
  • Baixa tensão em média: 5,51%
  • Alta tensão em média: -3,77%
  • Efeito médio para o consumidor: 3,06%

Revisão da Energisa Sergipe em 2023

A revisão tarifária da Energisa Sergipe em 2023 entrou em vigor no dia 22 de abril e impactou cerca de 847 mil unidades consumidoras do estado. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 1,57%
  • Baixa tensão em média: 1,91%
  • Alta tensão em média: -1,00%
  • Efeito médio para o consumidor: 1,17%

Revisão da Neoenergia Coelba em 2023

A revisão tarifária da Neoenergia Coelba em 2023 entrou em vigor no dia 22 de abril e impactou cerca de 6,3 milhões de unidades consumidoras do estado da Bahia. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 8,23%
  • Baixa tensão em média: 8,66%
  • Alta tensão em média: 6,91%
  • Efeito médio para o consumidor: 8,18%

Revisão da Neoenergia Cosern em 2023

A revisão tarifária da Neoenergia Cosern em 2023 entrou em vigor no dia 22 de abril e impactou cerca de 1,5 milhão de unidades consumidoras do estado do Rio Grande do Norte. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 3,98%
  • Baixa tensão em média: 4,45%
  • Alta tensão em média: 3,65%
  • Efeito médio para o consumidor: 4,26%

Reajuste da Neoenergia Pernambuco em 2023

O reajuste tarifário da Neoenergia Pernambuco em 2023 entrou em vigor no dia 14 de maio e impactou cerca de 3,9 milhões de unidades consumidoras do estado. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 8,16%
  • Baixa tensão em média: 8,51%
  • Alta tensão em média: 10,41%
  • Efeito médio para o consumidor: 9,02%

Revisão da Cemig em 2023

A revisão tarifária da Cemig em 2023 entrou em vigor no dia 28 de maio e impactou cerca de 9,1 milhões de unidades consumidoras do estado de Minas Gerais. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 14,91%
  • Baixa tensão em média: 15,55%
  • Alta tensão em média: 8,94%
  • Efeito médio para o consumidor: 13,27%

Revisão da RGE Sul em 2023

A revisão tarifária da RGE Sul em 2023 entrou em vigor no dia 19 de junho e impactou cerca de 3,1 milhões de unidades consumidoras do estado do Rio Grande do Sul. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 3,13%
  • Baixa tensão em média: 3,72%
  • Alta tensão em média: -3,99%
  • Efeito médio para o consumidor: 1,10%

Reajuste da Copel em 2023

O reajuste tarifário da Copel em 2023 entrou em vigor no dia 24 de junho e impactou cerca de 5 milhões de unidades consumidoras do estado do Paraná. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 10,96%
  • Baixa tensão em média: 11,73%
  • Alta tensão em média: 8,31%
  • Efeito médio para o consumidor: 10,50%

Revisão da Enel SP em 2023

A revisão tarifária da Enel SP em 2023 entrou em vigor no dia 4 de julho e impactou cerca de 7,7 milhões de unidades consumidoras do estado de São Paulo. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: – 0,91%
  • Baixa tensão em média: – 0,97%
  • Alta tensão em média: – 6,10%
  • Efeito médio para o consumidor: – 2,24%

Reajuste da Energisa Sul-Sudeste em 2023

O reajuste tarifário da Energisa Sul-Sudeste em 2023 entrou em vigor no dia 12 de junho e impactou cerca de 862 mil unidades consumidoras dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais: 11,13%
  • Baixa tensão em média: 11,58%
  • Alta tensão em média: 8,58%
  • Efeito médio para o consumidor: 10,65%

Reajuste da EDP ES em 2023

O reajuste tarifário da EDP ES em 2023 entrou em vigor no dia 7 de agosto e impactou cerca de 1,7 milhão de unidades consumidoras do estado do Espírito Santo. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais – B1: 3,83%
  • Baixa tensão em média: 4,80%
  • Alta tensão em média: 0,46%
  • Efeito médio para o consumidor: 3,55%

Revisão tarifária da Equatorial PA em 2023

A revisão tarifária da Equatorial PA em 2023 entrou em vigor no dia 15 de agosto e impactou cerca de 2,9 milhões de unidades consumidoras do estado do Pará. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais – B1:9,61%
  • Baixa tensão em média: 9,89%
  • Alta tensão em média: 15,79%
  • Efeito médio para o consumidor: 11,07%

Reajuste tarifário da Celesc em 2023

O reajuste tarifário da Celesc em 2023 entrará em vigor no dia 22 de agosto e irá impactar cerca de 3,37 milhões de unidades consumidoras do estado de Santa Catarina. Confira os índices:

  • Consumidores residenciais – B1: 3,64 %
  • Baixa tensão em média: 4,11%
  • Alta tensão em média: -0,81%
  • Efeito médio para o consumidor: 2,30%

Como as tarifas variam no Mercado Livre de Energia

No Brasil, a contratação de eletricidade pode ser feita de duas formas: no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL), também chamado de Mercado Livre de Energia.

No ACR estão os consumidores cativos, que são obrigados a comprar das distribuidoras. Neste modelo, o preço é definido por leilões e corrigido periodicamente, além de haver a cobrança de bandeiras tarifárias.

Já no ACL, a energia pode ser livremente negociada entre vendedor e comprador. Nele estão os consumidores livres, que adquirirem diretamente do fornecedor de sua escolha, sem intermediação de distribuidoras.

Os clientes do Mercado Livre de Energia remuneram diretamente seus fornecedores, com variação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. Para efeito de comparação, o indicador ficou em 5,79% no ano de 2022, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ACL, além disso, não há cobrança das bandeiras tarifárias, o que também barateia o preço da energia. Somando todos os fatores positivos, a economia na conta de luz pode chegar a até 40%.

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