Nas últimas semanas, um apagão no Amapá deixou 13 das 16 cidades do estado sem energia. O problema acendeu um alerta para todo o país. Imagine ficar 22 dias sem luz? Muita coisa depende de energia para funcionar e, por isso, os impactos desse apagão ainda estão sendo contabilizados.

Ao todo, cerca de 765 mil pessoas foram afetadas. Mas, por que isso aconteceu? No texto de hoje, vamos explicar para vocês as causas e os efeitos do apagão no Amapá.

Como começou

No dia 3 de novembro, uma subestação de energia, que fica em Macapá, capital do estado, teve uma explosão seguida de incêndio em três transformadores.

Com isso, 13 municípios ficaram sem energia. Após 48 horas, foi traçado um plano para a retomada. Ele incluía a recuperação dos transformadores, aquisição de energia vinda de termelétricas e um novo transformador, vindo de outro estado.

Problema longo…

Mas o problema estava longe de ser resolvido. No dia 6 de novembro, o governo federal prometeu normalizar a situação 100% em até 10 dias.

Só que, imagine ficar mais de 10 dias completamente sem energia? Sem luz, o abastecimento da cidade fica comprometido. Não chegava água, alimento, além de hospitais sofrerem com a falta de energia para funções que são essenciais.

Os serviços de internet, telefonia, caixas eletrônicos, máquinas de cartão, e bombas de postos de combustíveis também sofreram interrupções por causa da falta de luz.

Por conta disso, o Tribunal Superior Eleitoral adiou as eleições municipais de Macapá. O primeiro turno vai acontecer somente no dia 6 de dezembro e, se tiver segundo turno, acontece no dia 20/12.

E vale lembrar que ainda estamos passando pela pandemia do coronavírus (caso alguém tenha esquecido).

Energia estabelecida, mas nem tanto

Cinco dias depois, em 8 de novembro, a energia começou a ser restabelecida em rodízio. A cada seis horas, uma região ficava com energia.

À medida em que os dias foram passando, mais regiões tinham o fornecimento de energia completo. Apesar desses avanços, no dia 17 de novembro, aconteceu um novo apagão. Ele durou poucas horas (se compararmos o problemão que já durava dias).

Depois, a energia voltou parcialmente em quase todas as cidades. Mas o problema só foi 100% resolvido no dia 24 de novembro, após 22 dias de apagão.

A isenção do pagamento da conta de luz de todos os moradores do Amapá afetados pelo apagão ainda está sendo avaliada pelo governo federal, mas deve acontecer nos próximos dias.

O que podemos aprender com o apagão do Amapá? 

É inegável que a falta de energia pode causar problemas para uma cidade. O que aconteceu no Amapá foi um problema na transmissão de energia. Isso quer dizer que a energia existia, mas não existia o equipamento necessário para fazer essa energia chegar na casa das pessoas.

Com isso, surge a necessidade de acompanhar melhor a situação das subestações de transmissão e distribuição de energia do país. Pois nenhum estado está imune ao que aconteceu no Amapá.

A modernização do sistema nacional de transmissão e distribuição precisa ser encarado com seriedade, principalmente nos mais pontos de fragilidade que ficam localizados na região norte do Brasil.

A falta de um transformador reserva também é outro problema. Assim, se torna urgente um acompanhamento para evitar uma crise energética como essa. Sem deixar a população sem energia, sem alimentos, sem água e amargando dezenas de prejuízos.