Cerca de 4,7 milhões de unidades consumidoras espalhadas por 234 cidades do interior de São Paulo vão pagar mais caro na conta de luz a partir desta sexta (8). Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na última terça-feira (5), um reajuste médio de 14,97% na tarifa da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista).

A tarifa de energia está sujeita a reajustes (anuais) e revisões (a cada 4 anos), que incidem sobre a Tarifa de Energia (TE) e a Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).

A alta de 2022 é atribuída sobretudo aos encargos do setor e ao aumento nos custos para a execução das atividades de compra e distribuição de energia.

Leia este artigo até o final para conferir qual foi o reajuste de cada classe de consumidores e entender como as tarifas funcionam no Mercado Livre de Energia.

Reajuste de tarifas da CPFL Paulista

Confira o reajuste detalhado da CPFL, que afeta consumidores de cidades como Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto:

  • Consumidores residenciais – B1: 13,80%
  • Baixa tensão em média (residências, indústria e comércios de pequeno porte): 14,24%
  • Alta tensão em média (indústrias e comércios de grande porte): 16,42%
  • Efeito Médio para o consumidor: 14,97%

As tarifas no Mercado Livre de Energia

No Brasil, a contratação de eletricidade é feita de duas formas: no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL), também chamado de Mercado Livre de Energia.

No ACR estão os consumidores cativos, que compram de concessionárias de distribuição e que pagam uma única fatura de energia por mês. Neste modelo, o preço é negociado por leilões e repassado mensalmente, além de estar sujeito ao sistema de bandeiras tarifárias.

Já no ACL, a energia pode ser livremente negociada. Nele estão os consumidores livres, que compram diretamente de comercializadores ou geradores, sem intermediação de concessionárias.

Os clientes do Mercado Livre de Energia deixam de pagar a TE e passam a remunerar diretamente os geradores, com reajustes pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para efeito de comparação, o IPCA acumulado de 2021 ficou em 10,06%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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